Boa pedida para quem gosta de misturar música e cinema: “Electroma”, longa-metragem do Daft Punk.
A dupla francesa de produtores e dj’s já havia provado que seu trabalho vai muito além do som. É estético também. Prova disso foi o show que fizeram por aqui na edição de 2006 do Tim Festival. Um show impecável e intenso. Uma experiência visual e musical inesquecível.
Como em “Interstella 555″, anime que contava a história do disco “Discovery”, “Electroma” conta a história do álbum “Human after all”. Porém, diferentemente do primeiro, que tinha como roteiro todo o playlist do respectivo disco, este segundo trabalho foca apenas no conceito: os dois robôs, membros do Daft Punk, tentam se transformar, finalmente, em seres humanos.
O que se segue é um trabalho impecável de experimentação cinematográfica. Nada de luzes piscantes, vozes robóticas, samplers acelerados ou bate-estacas. “Human after all”, dirigido e escrito pela dupla, é uma jornada densa e melancólica. Com direito a planos longos, fotografia caprichada e trilha sonora que passa longe do eletrônico.
Em pouco mais de uma hora, o que se vê na tela é pura poesia visual. Cenas inesquecíveis como um show do Daft Punk. Lembra um pouco Tarkovsky, com sua temporalidade lírica, lenta, rígida e silenciosa. Aliás, não há um “ai” durante todo o filme.
Ficou curioso? Dê uma espiada no trailer!





Pelo trailer deve ser foda! Quero ver.
heygosto do daft punk, adoro o filme eletrmaq é filosficamente denso.
mas de onde saia informação de que conta a “história” do Human After All?
André,
“(…) diferentemente do primeiro, que tinha como roteiro todo o playlist do respectivo disco, este segundo trabalho foca apenas no conceito: os dois robôs, membros do Daft Punk, tentam se transformar, finalmente, em seres humanos.”
O filme é todo focado na história dos dois robôs que querem se tornar humanos. Que é o conceito não só do disco, mas da turnê do álbum “Human after all”.
Obrigado pela visita. Abs.